No princípio, era o gordo

No princípio, era o gordo

Um relato sobre minha relação com as dietas

Emagrecer nunca foi fácil para mim: venho de uma família em que o sobrepeso e a obesidade são bem frequentes, tanto do lado materno quanto do lado paterno. Já tentei diversos tipos de dieta: desde restrição calórica pura e simples, até tratamento com remédio moderador de apetite, passando por dietas baseadas na combinação de muita proteína com muito exercício físico. Já cheguei até a marcar consulta com um cirurgião bariatra, mas “amarelei” diante dos efeitos colaterais.

O fato é que, não importa o que eu faça, eu sempre esbarro no tal “efeito sanfona”, e o que mais me frustrava é que as explicações que os profissionais da área da saúde me davam ou eram totalmente baseadas em uma das seguintes correntes:

  1. mitologia: “nosso corpo tem uma memória do peso que ele considera natural, se a gente emagrece muito rápido, o corpo pensa ‘opa, tem algo errado’, e começa a tentar voltar pro peso que ele considera normal, por isso temos que ter força de vontade pra emagrecer e manter o peso passando fome por no mínimo um ano, assim o nosso corpo se acostumará”
  2. problema de caráter: sou um preguiçoso glutão que não tem a força de caráter suficiente pra conseguir emagrecer, mesmo que isso signifique comer menos calorias do que eu consumo (ou seja, passar fome) por uns dois anos e ainda assim fazer muito exercício, pra queimar ainda mais calorias.

O mais frustrante de tudo é que eu não conheço uma pessoa sequer que conseguiu emagrecer e manter- se magro a longo prazo apenas contando calorias que entram versus calorias que saem. Até que um dia, eu finalmente entendi o porquê (mas mas isso fica pra um próximo post)…